COMISSÃO PASTORAL DA TERRA

 

A atividade reunirá mais de 1200 crianças na capital federal entre os dias 28 e 31 de maio.  

 

 (Por Webert Cruz – Da Página do MST)

A participação de meninas e meninos nos movimentos populares é um exercício de democracia. Fruto de diversas atividades pelo Brasil, desde a primeira mobilização infanto-juvenil de Porto Alegre/RS em 1994, os encontros das crianças do campo têm consolidado a pauta da infância dentro do MST. Na perspectiva de continuidade desse movimento educativo, acontece de 28 a 31 de maio, o 1º Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília.

“Sem Terrinha em Movimento: Brincar, Sorrir, Lutar por Reforma Agrária Popular” é o tema do encontro que pretende reunir participantes de todo o país para partilharem vivências da infância camponesa. O evento contará com cerca de 1200 crianças, acompanhadas por 400 educadores que participarão de uma programação educativa, lúdica e cultural a luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na perspectiva do direito à educação e alimentação saudável.

O MST entende que a Reforma Agrária Popular não pode ser construída sem compreender e dialogar com os Sem Terrinhas. Afinal, se está bom para as crianças, está bom para todo mundo. O direito a comer e viver saudável perpassa pelo sentido de garantir a convivência familiar e comunitária dessas pessoas. Garantir saúde, cultura e lazer, a partir também da construção participativa de uma educação pública de qualidade e empenho na democratização agroecológica da terra.

“A luta é uma das marcas mais significativas na formação da infância Sem Terra. Primeiramente pela condição de sua família e depois pela condição coletiva de necessidades de transformação social”, diz Diana Daros, da coordenação do setor de educação do MST no Rio Grande do Sul sobre o contexto no qual as crianças da Reforma Agrária estão envolvidas. 

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Ainda para Daros, estamos falando de pessoas que vivenciam o campo e o coletivo a partir de espaços educativos. Ela cita as diversas construções pedagógicas desenvolvidas em atividades como as Cirandas Infantis nos acampamentos, assentamentos e escolas. “Falamos de crianças que dançam, sonham e brincam como todas as outras, mas que estão vinculadas a um movimento popular que também quer sempre ressignificar e melhorar o trabalho com elas. Isso além de fortalecer toda a nossa trajetória e acúmulo que temos sobre a infância, colocará em nosso cotidiano questões como: o queremos com as crianças, que mudanças são necessárias fazermos e quais estruturas são necessárias para que se avance o cuidado e trabalho com elas”, finaliza. 

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