CPT Ceará realiza lançamento da publicação Conflitos no Campo 2025

Por Heloisa Sousa, com informações da CPT Ceará

Fotos: CPT Ceará

Na última sexta-feira, dia 15, a Comissão Pastoral da Terra regional Ceará realizou o lançamento do relatório “Conflitos no Campo Brasil 2025”, na Cáritas Diocesana de Crateús. O momento reuniu representantes de movimentos sociais, pastorais, sindicatos, agricultores e agricultoras, fortalecendo o debate sobre a realidade do campo e a defesa dos direitos dos povos da terra e das águas. Também esteve presente Carlos Lima, da coordenação nacional da Pastoral. 

A atividade contou com mística de abertura, apresentação dos dados nacionais e estaduais sobre os conflitos no campo, além das falas das organizações e movimentos populares presentes. O bispo da Diocese de Crateús, Dom Ailton Menegussi, também esteve presente no encontro, reafirmando o compromisso da Igreja com a justiça social, a defesa da vida e a caminhada dos povos do campo.

“O Caderno de Conflitos, construído pela CPT, é um importante instrumento de denúncia e visibilização das violações de direitos que atingem trabalhadores e trabalhadoras rurais, comunidades tradicionais, povos indígenas, quilombolas e famílias sem terra em todo o Brasil”, explica Maria do Carmo Sales, membro da coordenação regional da CPT Ceará. Para a CPT Ceará, os dados apresentados revelam a dura realidade vivida pelas comunidades e povos do campo no estado cearense.

Dados

No Ceará, em 2025, foram registrados 19 conflitos no campo, afetando mais de 8 mil pessoas. Foram 16 conflitos por terra, incluindo uma ocupação entre os municípios Limoeiro do Norte e Morada Nova. Nos conflitos por água houve um registro, no município de Sobral, envolvendo a comunidade Quilombola Jardim. Já no eixo trabalho, foram registrados dois casos de trabalho escravo, com uma pessoa resgatada em cada um. 

“Os dados reforçam a necessidade de fortalecer a luta em defesa dos territórios, da reforma agrária, da preservação da água e da garantia dos direitos dos povos do campo, das águas e das florestas”, destaca Maria Sales. Segundo ela, a CPT Ceará tem fortalecido o diálogo com os parceiros e apoiadores para, juntos, enfrentar essa realidade de violações no campo. ”Seguimos juntos e juntas na luta por direito e dignidade no campo”, conclui. 

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