
A Campanha Contra a Violência no Campo é uma iniciativa construída coletivamente por mais de 70 entidades da sociedade civil, movimentos populares e pastorais sociais comprometidos com a defesa da vida, dos territórios e dos direitos dos povos do campo, das florestas e das águas.
A campanha nasce da urgência de denunciar as violências que atingem comunidades camponesas, povos tradicionais, indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais, e de fortalecer processos de proteção e solidariedade entre os territórios. Em diferentes regiões do país, essas populações enfrentam ameaças, expulsões, grilagem de terras, destruição ambiental, criminalização de lideranças e outras formas de violência que colocam em risco suas formas de vida e seus modos de existência.
Diante desse cenário, a campanha atua para dar visibilidade às violações de direitos humanos no campo, mobilizando a sociedade e fortalecendo redes de apoio e incidência política em defesa das comunidades.
Defesa da vida e dos territórios
Mais do que denunciar a violência, a campanha também afirma um compromisso coletivo com a defesa da vida, da justiça social e da permanência dos povos em seus territórios.
Os territórios do campo, das florestas e das águas são espaços de produção de alimentos, de preservação ambiental, de saberes ancestrais e de organização comunitária. Defender esses territórios significa proteger também a biodiversidade, as culturas tradicionais e a soberania alimentar do país.
Por isso, a campanha busca fortalecer o protagonismo das comunidades, ampliando processos de formação, informação e articulação popular, de modo que as próprias populações atingidas possam denunciar violações, reivindicar direitos e construir caminhos de resistência.
Mobilização e incidência

A campanha promove ações de comunicação, formação e mobilização social para sensibilizar a opinião pública sobre a gravidade da violência no campo e estimular a participação de comunidades, coletivos, paróquias, organizações sociais e movimentos populares.
Entre as principais estratégias estão:
- Produção e divulgação de conteúdos informativos e denúncias públicas;
- Formação de lideranças e comunidades para a defesa de direitos;
- Articulação entre organizações e redes de apoio aos territórios;
- Incidência política junto a instituições públicas e organismos de defesa de direitos humanos.
A campanha entende que combater a violência no campo é uma responsabilidade coletiva, que exige compromisso da sociedade, do Estado e das organizações populares para garantir justiça, proteção e dignidade às comunidades. Cada denúncia, cada mobilização e cada ação de solidariedade contribui para fortalecer a resistência das comunidades e para afirmar que os territórios são espaços de vida, memória, cultura e futuro.
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