Articulação da Teia de Povos do Maranhão realiza encontro de avaliação e planejamento do próximo Encontrão

Nos dias 13 a 15 de janeiro de 2026, ocorreu o encontro de avaliação do 16º Encontrão da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais. O momento de avaliação aconteceu na Terra Indígena Taquaritiua, em Viana (MA), junto ao povo Akroá Gamella, local do último encontrão realizado em agosto de 2025, e contou com a presença de articuladores e articuladoras, representantes das comunidades e entidades parceiras.
CARTA DO 16º ENCONTRÃO DA TEIA DE POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DO MARANHÃO
Durante a avaliação, foram discutidos os princípios-base da Teia do Maranhão, bem como seus esteios, retomando a memória e momentos importantes de sua trajetória.


Também foram realizados trabalhos em grupos, a partir de perguntas norteadoras, estimulando diálogos, trocas e a construção de ações coletivas.
O momento também foi marcado por cantorias dos povos e comunidades tradicionais presentes, assim como por um espaço dedicado à memória de um dos tecedores da Teia, Cu’tetet Krenjê, guerreiro do povo Krenjê e liderança indígena que ancestralizou no último dia 03 de janeiro.



Ao final da avaliação, ficou definida a data do próximo Encontrão: será entre os dias 02 e 06 de julho de 2026, no chão sagrado da Comunidade Quilombola Tanque da Rodagem, localizada no município de Matões. O 17º Encontrão da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais marcará os 15 anos de existência desta articulação.

Em tempos de avanço da violência e genocídio dos povos, o Encontrão é um grito coletivo contra as injustiças – do sangue derramado nas periferias e florestas, à dor das mulheres, crianças e da nossa Terra violada. É o espaço em que povos indígenas, comunidades quilombolas, quebradeiras de coco, camponeses e camponesas de todo o estado se reúnem para fortalecer alianças e celebrar suas lutas em defesa da vida, da terra e do Bem Viver.
ROMPENDO CERCAS E TECENDO TEIAS EM TERRITÓRIOS MARANHENSES
“Pisa, caboco
Não se atrapalha
Pisa ligeiro na samambaia”
Por Carlos Henrique Silva (Comunicação CPT Nacional), com informações da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão


