Em meio a um país em conflitos relacionados com a questão da terra desde quando se deu o seu “descobrimento”, os gritos dos povos mais pobres do campo ecoam por socorro, diante das violências sofridas. Este primeiro relatório chama atenção para o índice alarmante de 216 assassinatos de trabalhadores rurais, indígenas e agentes pastorais, além de 1.363 pessoas feridas e 557 presas, e tantas outras ameaçadas de morte, perseguidas ou com casas e plantações destruídas.

As vítimas e agentes causadores das violências – fazendeiros, latifúndios, grileiros, jagunços, milícias particulares, forças policiais e setores do Judiciário – se mantiveram em uma triste série histórica de registros, mas que também serve como início de uma luta incessante pela memória das lutas camponesas por justiça, dignidade e vida no campo brasileiro.