O Adeus a Irmã Albertina: Um Legado de Fé e Resistência
Por CPT João Pessoa

Neste dia 30 de janeiro de 2026 foi vivenciado no Convento Santa Rita de Cássia, em Areia (PB), uma profunda comunhão espiritual durante a missa de corpo presente de Irmã Albertina Ferreira da Costa. Em uma celebração marcada pela emoção, a casa das Irmãs Franciscanas de Dillingen acolheu centenas de amigos, familiares e, especialmente, os companheiros e companheiras de caminhada de Irmã Albertina.
A Eucaristia foi presidida por Frei Anastácio, OFM, e Padre José Floren, cujas palavras reforçaram a identidade de Irmã Albertina como uma mulher de oração e ação. A presença dos e das agentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) — com quem ela dividiu décadas de trabalho no campo — transformou o rito em um ato de gratidão pelo legado de Irmã Albertina.
O ponto alto da celebração ocorreu durante a homilia e os momentos de partilha. Em vez de apenas silêncio, o que se ouviu foram testemunhos vibrantes. Foram dados testemunhos que reviveram histórias de coragem de uma irmã que não temia os poderosos e que abraçava a causa dos pequenos com ternura franciscana. “Ela estará viva em nossa mente e no nosso coração”, ecoava entre os presentes, em um consenso de que seu legado é imortal para os trabalhadores e trabalhadoras rurais.



Após a celebração de profunda espiritualidade, o corpo de Irmã Albertina seguiu em cortejo pelas ruas históricas de Areia. O povo, que ela tanto amou, acompanhou o trajeto. O corpo foi sepultado no cemitério da cidade.
Irmã Albertina parte, mas sua semente permanece plantada em cada palmo de chão conquistado e em cada consciência despertada pela Educação Popular e pela fé libertadora.


